Vice-governador de Okinawa repudia ato de violência sexual atribuído a militar dos EUA

O vice-governador de Okinawa, no sul do Japão, expressou forte repúdio pelo incidente em que um militar da Força Aérea dos Estados Unidos é acusado de rapto e violência sexual contra uma menina com menos de 16 anos de idade da província.

Ikeda Takekuni recebeu nesta quinta-feira, na sede do governo da província, o comandante da 18ª Unidade da Base Aérea de Kadena, dos Estados Unidos, brigadeiro-general Nicholas Evans, e outros oficiais americanos.

Evans não se desculpou formalmente pelo incidente, mas declarou: “Estou profundamente preocupado com a gravidade do caso e lamento qualquer angústia que o incidente tenha causado.” O oficial prometeu que as Forças Armadas dos Estados Unidos vão cooperar inteiramente com a investigação a cargo de autoridades locais e com o processo legal.

Ikeda afirmou que se trata de incidente grave e cruel, imperdoável, que viola os direitos da mulher. Ele exigiu a apresentação de desculpas e o pagamento de indenização à vítima. Disse ser um incidente preocupante para habitantes de Okinawa que são obrigados a morar perto de bases dos Estados Unidos.

Ikeda protestou contra o fato de o governo da província só ter sido notificado da acusação da Promotoria, feita em março, na terça-feira, ao ser contatado pela delegacia do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Okinawa.

Além disso, o vice-governador exigiu uma execução mais rigorosa de ordens de toque de recolher, assim como a imediata preparação e divulgação de medidas preventivas e uma exaustiva instrução e gestão das tropas.