Órgão de regulação nuclear do Japão aprova plano para manter ligados reatores antigos

O órgão de regulação nuclear do Japão aprovou pela primeira vez um plano elaborado por companhia de energia elétrica para a administração de reatores nucleares com mais de 30 anos de existência. A aprovação insere-se no novo sistema adotado no país para manter reatores antigos em funcionamento.

No ano passado, o Japão revisou a legislação do setor para autorizar o funcionamento de reatores nucleares além do limite anterior, de 60 anos. Em resposta, a Autoridade de Regulação Nuclear criou um sistema pelo qual são exigidas a formulação e a aprovação de planos de administração em intervalos não superiores a dez anos para reatores que estejam em funcionamento há 30 anos ou mais.

O órgão discutiu quarta-feira o plano de administração apresentado pela Companhia de Energia Elétrica de Kansai para os reatores 3 e 4 da usina nuclear de Ohi, situada na província de Fukui, na região central do Japão.

O plano especifica métodos de avaliação da condição de deterioração do equipamento até 40 anos após o início do funcionamento e medidas para lidar com peças que já não estejam mais em produção.

A diretoria da Autoridade de Regulação Nuclear deu aval ao plano por concluir que atende aos requisitos do órgão.

No total, 11 reatores nucleares de várias partes do Japão estarão em funcionamento por mais de 30 anos quando o novo sistema entrar em vigor, em junho de 2025. Para que reatores antigos permaneçam em funcionamento, será necessária a aprovação do órgão.