Netanyahu volta a expressar insatisfação com ritmo de fornecimento de armas dos EUA a Israel

O primeiro-ministro de Israel voltou a afirmar que os Estados Unidos estariam retendo embarques de armas e munições para o seu país.

Em reunião do gabinete de ministros no domingo, Benjamin Netanyahu declarou que “quatro meses atrás, houve uma diminuição significativa nos embarques de munição dos Estados Unidos para Israel”. Explicou ter decidido tornar o assunto público porque a situação se mantém inalterada.

Além disso, o premiê reiterou que a ajuda militar americana é necessária para levar a cabo uma destruição do Hamas.

Na terça-feira, Netanyahu havia divulgado declaração semelhante sobre o ritmo dos embarques de armas dos Estados Unidos para Israel. O assessor de imprensa de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, expressou “forte contrariedade” com a declaração.

Segundo a agência Associated Press, a cisão entre Netanyahu e Washington lhe dá “a chance de mostrar à sua base que não estaria em dívida com os Estados Unidos e que colocaria os interesses de Israel em primeiro lugar”.

No entender de analistas, as repetidas expressões de descontentamento poderiam prejudicar as relações com Washington, aliado de Tel Aviv.

Neste contexto, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, planeja ir aos Estados Unidos para conversar com o secretário da Defesa, Lloyd Austin, a respeito das operações militares na Faixa de Gaza.

E um órgão de mídia palestino noticia que cinco pessoas foram mortas domingo na Cidade de Gaza em bombardeio israelense que teve por alvo o principal portão leste da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina.