Após críticas a Pyongyang e Moscou, Seul considera oferecer armas à Ucrânia

A Coreia do Sul criticou a Rússia e a Coreia do Norte por assinarem um tratado que promete assistência militar mútua caso uma delas seja atacada.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano Kim Jong Un assinaram o tratado abrangente de parceria estratégica na quarta-feira (19), após negociações de cúpula em Pyongyang.

O gabinete presidencial sul-coreano convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional na quinta-feira (20) para discutir o pacto e emitiu uma declaração.

O documento expressa grande preocupação com o tratado, que visa fortalecer a cooperação militar e econômica entre a Rússia e a Coréia do Norte.

A declaração diz que qualquer cooperação que ajude direta ou indiretamente no aprimoramento militar da Coreia do Norte é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Acrescenta que a Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, já esteve à frente de resoluções de sanções contra a Coreia do Norte.

A declaração diz que se a Rússia apoiar a Coreia do Norte por meio de violações de resoluções e colocar em risco a segurança da Coreia do Sul, isso inevitavelmente terá um impacto negativo nos laços entre Seul e Moscou.

Seul tem mantido um certo nível de relações com Moscou mesmo depois de a Rússia ter iniciado a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. Um vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia visitou Seul em fevereiro deste ano.

Em entrevista coletiva na quinta-feira (20), um alto funcionário presidencial sul-coreano disse que o governo planeja reconsiderar a questão do apoio militar a Kiev. O comentário sugere uma possível mudança na política de Seul de não fornecer armas letais à Ucrânia.