Segundo pesquisa da NHK, taxa de aprovação do Gabinete de Kishida chega a um nível baixo sem precedentes

Uma pesquisa de opinião pública conduzida pela NHK indica que a taxa de aprovação do Gabinete do primeiro-ministro Kishida Fumio teve uma queda de 3 pontos percentuais, chegando a um nível baixo sem precedentes de 21%. Por outro lado, a taxa de desaprovação subiu 5 pontos, ou seja, para 60%.

A taxa de aprovação é a menor registrada desde o lançamento do Gabinete de Kishida, em outubro de 2021, e também a pior desde que o Partido Liberal Democrático (PLD), o principal partido governista, recuperou o poder, em dezembro de 2012.

A NHK realizou a pesquisa mensal por telefone durante três dias desde sexta-feira, 7 de junho, e cerca de 1.200 pessoas responderam à enquete.

Entre as que apoiam o Gabinete, 48% disseram que ele parece melhor do que outras alternativas possíveis, enquanto 22% afirmaram que o Gabinete é composto por partidos políticos que apoiam, e 13% expressaram confiança em Kishida.

Dentre as pessoas que o desaprovam, 49% declaram ter baixas expectativas em relação às políticas do Gabinete, 24% disseram que o Gabinete não tem capacidade de implementar políticas, e 9% afirmaram não confiar no primeiro-ministro.

O índice de aprovação do PLD caiu 2 pontos, ou para 25,5%, em relação ao mês de maio, o que corresponde a uma queda de 15,7 pontos desde o início, há três anos, do governo de Kishida. O número também é o mais baixo desde que o partido recuperou o poder como principal órgão governamental, em dezembro de 2012.

O índice de aprovação do principal partido da oposição, o Partido Democrático Constitucional do Japão, subiu 2,9 pontos em relação ao mês de maio, chegando a 9,5%. A diferença entre as taxas de apoio do Partido Liberal Democrático e do Partido Democrático Constitucional do Japão diminuiu para 16 pontos, enquanto a diferença era de 35,1 pontos quando o Gabinete de Kishida foi lançado.

Enquanto isso, 44% responderam que não apoiam nenhum partido. Esses eleitores representam mais de 40% dos entrevistados por sete meses consecutivos.