Israel ataca escola da ONU em Gaza na véspera da data que marca 8 meses do conflito

Israel afirmou que realizou um ataque aéreo contra uma escola da ONU na área central da Faixa de Gaza. Autoridades de saúde do enclave disseram que a ofensiva matou 40 pessoas, incluindo 14 crianças e nove mulheres.

As forças israelenses anunciaram o ataque na quinta-feira, na véspera da data que marca oito meses do conflito em andamento entre Israel e o Hamas em Gaza.

Os militares citaram que seus caças “tinham realizado um ataque preciso contra um recinto do Hamas dentro” da escola da UNRWA na área de Nuseirat. A UNRWA é a agência da ONU para refugiados palestinos.

Segundo eles, o ataque matou muitos combatentes do Hamas no complexo. Enfatizaram que “várias medidas” foram tomadas para reduzir o risco de ferir civis não relacionados ao grupo durante a ofensiva.

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, condenou o ataque em um post nas redes sociais, dizendo que a escola estava abrigando 6 mil pessoas deslocadas quando foi atingida.

Ele escreveu que atacar, alvejar ou usar edifícios da ONU para fins militares representa “um desrespeito evidente” ao Direito Internacional Humanitário.

As autoridades de saúde em Gaza dizem que o total de mortos na região desde o início do conflito subiu para 36.654.

Elas afirmaram que chega a 25 mil o número de enfermos e feridos, que precisam ser transportados para tratamento fora de Gaza. Contudo, as autoridades declararam que nenhum deles conseguiu deixar Gaza desde que as forças israelenses tomaram a passagem de Rafah entre o enclave e o Egito em maio.

As autoridades acrescentaram que a situação vem expondo a vida de milhares de pessoas a um risco de complicações e morte, que poderia ser evitado.

Um site de notícias dos Estados Unidos, Axios, informou na quarta-feira que o primeiro-ministro do Catar e o diretor de inteligência do Egito tinham se reunido com altos funcionários do Hamas em Doha mais cedo, no mesmo dia, para discutir um plano de cessar-fogo e libertação de reféns proposto por Israel. O Catar e o Egito estão mediando as negociações entre Israel e o Hamas.

Entretanto, o Hamas diz que não concordará com a proposta a menos que Israel garanta um cessar-fogo permanente e a retirada total de suas tropas de Gaza.