Ativistas pró-democracia são condenados em Hong Kong

Um tribunal de Hong Kong condenou 14 ativistas pró-democracia, que foram julgados por suposta violação da lei de segurança nacional do território.

Eles estão entre 47 ativistas, incluindo ex-legisladores pró-democracia, que foram acusados de subversão há três anos. Eles teriam se envolvido em eleições primárias não oficiais, realizadas em Hong Kong em 2020 antes de uma votação oficial do Conselho Legislativo.

Na quinta-feira, muitas pessoas se reuniram no tribunal, uma vez que o caso vem sendo considerado como uma medida de repressão aos movimentos pró-democracia no território.

A corte proferiu a sentença a 16 pessoas, que se declararam inocentes das acusações. Apoiou a alegação de promotores de que os réus tentaram forçar a então chefe do Executivo de Hong Kong a renunciar, votando contra seu orçamento e outros projetos de lei após conquistar a maioria legislativa.

O tribunal considerou 14 réus culpados, dizendo que tentaram minar as funções do governo de Hong Kong.

Duas pessoas foram absolvidas.

Até o momento, 31 pessoas, incluindo o ativista Joshua Wong, se declararam culpadas no julgamento. Elas podem receber sentenças de prisão perpétua.

Do lado de fora do prédio do tribunal, ativistas pró-democracia tentaram se reunir pela libertação dos réus. Contudo, eles desistiram depois que a polícia ordenou que deixassem o local.

Nota editorial:
Em nosso artigo inicial, havíamos escrito no primeiro parágrafo “nova lei de segurança nacional”. Removemos o termo “novo” a fim de evitar equívocos de que as condenações teriam sido proferidas conforme a legislação que entrou em vigor em março deste ano.