Dirigente da agência de refugiados da ONU pede maior apoio a desalojados

Uma dirigente do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), pediu maior compreensão do problema dos refugiados e suporte contínuo a desalojados.

A alta comissária adjunta da ONU para Refugiados, Kelly Clements, falou quarta-feira à NHK em Tóquio.

No ano passado, a ONU estimou que, no mundo inteiro, cerca de 114 milhões de pessoas tenham sido forçadas a deixar a própria moradia, em fuga de conflitos, perseguições, desastres ou outras ameaças. É um número que está em aumento constante.

Clements afirmou que se trata de pessoas com menos oportunidades de retornar para casa por falta de paz. Ressaltou que a maioria dos refugiados e desalojados “está fora de casa, em alguns casos, há uma geração inteira; às vezes, há décadas”. Enfatizou ser “extremamente importante” a concessão de assistência de longo prazo não apenas para quem é forçado a fugir, mas também para cada comunidades que os acolhe.

A alta comissária adjunta referiu-se à situação no Oriente Médio, região que tem vivenciado vários conflitos, como a guerra civil na Síria e os combates entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, além de outras crises, como o conflito no Sudão.

Clements declarou: “São situações complexas, de grande magnitude, que não podem ser resolvidas sem uma resposta da comunidade internacional.” Para ela, é importante que a resposta não envolva apenas governos, mas inclua a população, a sociedade e as empresas, em busca de soluções.