China suspende registros de exportadores de pescados do Japão

A NHK apurou que autoridades chinesas suspenderam os registros de instalações usadas por exportadores japoneses de pescados.

As empresas japonesas que desejam exportar produtos marinhos para a China são obrigadas a registrar suas instalações de processamento e armazenamento, entre outras, no Japão junto às autoridades alfandegárias chinesas.

Em agosto do ano passado, as autoridades chinesas suspenderam as importações de pescados japoneses, após a liberação no mar de água tratada e diluída da danificada usina nuclear Fukushima 1.

Fontes relacionadas à questão afirmam que os registros das instalações de exportadores estavam válidos até abril.

Segundo outras fontes próximas ao governo japonês, as autoridades chinesas suspenderam todos os registros neste mês. Afirmam que o lado chinês não forneceu nenhuma explicação ao Japão sobre a última medida.

O desdobramento ocorre em um momento em que os governos dos dois países vêm realizando conversações sobre a liberação da água tratada e diluída este ano. As fontes do governo japonês citam que é necessário descobrir por que a China escolheu esse momento para suspender os registros.

A usina nuclear Fukushima 1 sofreu um colapso triplo após o terremoto e tsunami de 2011. A água usada para resfriar o combustível nuclear derretido na usina está se misturando com a chuva e as águas subterrâneas. A água acumulada é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.

Antes de despejar a água tratada no oceano, a operadora da usina a dilui para reduzir os níveis de trítio para cerca de um sétimo do nível indicado pela Organização Mundial da Saúde para água potável.