Tribunal no Japão rejeita pedido de moradores para manter reator nuclear desligado

Um tribunal no oeste do Japão se recusou a emitir uma liminar para bloquear o reinício de um reator na usina nuclear de Shimane.

A filial em Matsue do Tribunal Superior de Hiroshima proferiu a decisão nesta quarta-feira (15). Quatro moradores de Shimane e da província vizinha de Tottori entraram com uma ação para impedir que o reator número 2 da usina voltasse a funcionar.

A unidade está desativada desde 2012, quando foi desligada para inspeções de praxe. Em 2021, reguladores nucleares deram aval para reativar o reator. A Companhia de Energia Elétrica de Chugoku planeja reiniciá-lo em dezembro.

Os demandantes argumentam que a companhia subestimou a intensidade máxima de um tremor causado por um possível terremoto perto da usina, bem como o volume de cinzas liberadas por uma potencial erupção vulcânica na província.

O tribunal decidiu que a concessionária teria feito uma estimativa prudente sobre terremotos, e que tal avaliação foi confirmada por reguladores nucleares. Segundo a corte, as suposições não parecem conter falhas ou erros e, portanto, não seriam destituídas de sentido.

O juiz que preside o caso também disse que estudos geológicos refutam a escala do risco de acúmulo de cinzas vulcânicas reivindicado pelos moradores.

Ademais, o juiz rejeitou as dúvidas dos demandantes sobre a viabilidade de um plano de fuga em caso de acidente nuclear. Rejeitou também a noção de que exista um risco específico de acidente na usina nuclear.