Junta de Mianmar teria matado 5.000 pessoas desde 2021

Um grupo de direitos humanos em Mianmar diz que 5.000 pessoas foram mortas em ataques e repressões pelos militares do país desde que eles assumiram o poder em um golpe, há três anos.

A Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos, também conhecida como AAPP, cita sua própria contagem do número de mortos, incluindo ativistas pró-democracia e civis, até a sexta-feira.

Ela diz que muitas pessoas foram mortas na região noroeste de Sagaing, onde os combates continuam entre militares e forças pró-democracia, e na segunda maior cidade do país, Mandalay.

Os militares controlam o país desde um golpe em 1º de fevereiro de 2021 e continuam a deter membros das forças pró-democracia.

Desde o outono do ano passado, os militares vêm perdendo terreno devido a uma ofensiva de grupos armados de minorias étnicas em cooperação com as forças pró-democracia perto da fronteira. Os militares estão intensificando os ataques aéreos.

Na quinta-feira, os militares realizaram um ataque aéreo em um mosteiro na região central de Magway, matando mais de 10 pessoas.

No mês passado, um ataque aéreo atingiu áreas no sudeste do país perto de uma ponte sobre a fronteira com a Tailândia, resultando na morte de pelo menos 15 civis.