Pianista clássica Fujiko Hemming morre aos 92 anos

A pianista clássica Fujiko Hemming morreu aos 92 anos de idade. Ela lançou seu álbum de estreia — o mais vendido de sua carreira — antes dos 70 anos. Hemming conquistou muitos fãs que se identificaram com sua luta para superar adversidades e apresentações que refletiam sua personalidade calorosa.

Na quinta-feira, a Fundação Fujiko Hemming anunciou que a pianista morreu em 21 de abril, depois de ter sido diagnosticada com câncer no pâncreas em março.

Fujiko Hemming era filha de pai sueco e mãe japonesa. Ela começou a estudar piano com a mãe aos cinco anos de idade. Estreou como pianista aos 17. Depois de se formar na Universidade de Artes de Tóquio, Hemming se mudou para a Alemanha aos 28 anos para estudar música e manteve suas atividades na Europa.

Certa vez, antes de um concerto importante, a pianista adoeceu e perdeu temporariamente a audição, mas continuou a tocar seu instrumento.

Em 1999, a NHK exibiu um documentário sobre a vida turbulenta de Fujiko Hemming e as tentativas da pianista de retomar a carreira. Seu álbum de estreia, “La Campanella”, foi lançado no mesmo ano e vendeu mais de 2 milhões de cópias — um número sem precedentes para um álbum de música clássica.

Hemming foi aclamada por suas interpretações das obras de Liszt e Chopin. Ela se apresentou com orquestras de renome internacional e continuou a tocar piano energicamente mesmo depois de completar 90 anos.