Um terço dos chanceleres participa de preparativos para reunião envolvendo ilhas do Pacífico

Representantes do Japão e de nações e territórios insulares do Pacífico Sul se encontraram em Fiji, na segunda-feira, para se preparar para a Reunião de Líderes das Ilhas do Pacífico. Entretanto, muitos deles não são os principais diplomatas que deveriam participar dos preparativos.

A ministra dos Negócios Estrangeiros do Japão, Kamikawa Yoko, disse: “O Japão está comprometido em trabalhar lado a lado com os países das Ilhas do Pacífico para uma região resiliente, sustentável e estável”.

O Japão organiza o encontro a cada três anos, e convidou 18 líderes para a cúpula a ser realizada em julho. Tóquio pretende fortalecer a cooperação com os parceiros do Pacífico, em meio à crescente presença da China na região. Contudo, apenas um terço desses parceiros enviou seus ministros das Relações Exteriores para a reunião preparatória na segunda-feira.

Nauru, Ilhas Salomão e Kiribati foram representados por outros diplomatas de alto escalão. Os três países romperam laços com Taiwan e estabeleceram relações diplomáticas com a China.

O premiê do país anfitrião, Fiji, que também atua como ministro das Relações Exteriores, também esteve ausente da sessão. A China tem se envolvido ativamente com Fiji no desenvolvimento e investimentos em infraestrutura em grande escala. Algumas estradas e pontes na capital Suva foram construídas com ajuda chinesa.

O Pacífico Sul é considerado importante em termos estratégicos, uma vez que a região se localiza entre os Estados Unidos e a Austrália. Observadores afirmam que Pequim quer estabelecer firmemente sua presença na região, por meio do fortalecimento de laços.