Chancelecer da Noruega diz que suspensão de ajuda à UNRWA pune todos os palestinos

O ministro das Relações Exteriores da Noruega diz que a suspensão do financiamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo, ou UNRWA, é uma punição coletiva ao povo palestino.

Na segunda-feira, Espen Barth Eide deu uma entrevista exclusiva à NHK.

Em 1993, a Noruega intermediou o Acordo de Oslo entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em direção à paz. Em 2022, o país escandinavo foi o quinto maior doador da UNRWA, e anunciou que vai continuar apoiando a agência da ONU, apesar de outros terem suspendido seu financiamento.

O ministro se referia à decisão dos Estados Unidos e de outros países, incluindo o Japão, de suspender temporariamente o financiamento da agência após alegações de que alguns de seus funcionários estariam envolvidos no ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro. Ele observou que, embora as alegações sejam sérias e exijam investigação, é errado deixar de financiar a UNRWA, mesmo que tais implicações sejam verdadeiras.

Ele disse que se a UNRWA tiver de interromper suas atividades, isso será uma punição a refugiados palestinos e à população de Gaza que se encontra atualmente em uma terrível situação.

Eide falou também sobre a criação de um grupo internacional para avaliar as atividades da UNRWA, uma iniciativa que conta com a cooperação de um instituto norueguês. Ele disse que a avaliação terá de ser abrangente, mas precisa ser feita o quanto antes para acabar com o impasse. O chanceler da Noruega destacou a necessidade urgente de compilar o relatório, que deve ser entregue em abril.