Expectativa é de que a defesa aérea da Ucrânia se debilite sem auxílio adicional do Ocidente

A expectativa é de que a capacidade de defesa aérea da Ucrânia de interceptar mísseis e drones russos se debilite a menos que o país receba suprimentos adicionais de armas das nações ocidentais.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, vem pedindo repetidas vezes a dirigentes ocidentais assistência militar adicional para melhorar a capacidade de defesa aérea do seu país.

No entanto, os Estados Unidos, o maior apoiador da Ucrânia, ainda não enviaram nova ajuda a Kiev por causa de um impasse no Congresso sobre um projeto orçamentário emergencial que inclui auxílio ao país invadido.

O jornal New York Times noticiou sexta-feira que funcionários do governo americano preveem que a Ucrânia só terá capacidade de defesa aérea suficiente até março, caso não seja reabastecida.

O Instituto para o Estudo da Guerra, dos Estados Unidos, avaliou sábado que a “intensificação da campanha russa de ataques lançados nas últimas semanas provavelmente veio a pressionar ainda mais a defesa aérea da Ucrânia”.

O instituto advertiu que, se as Forças Armadas da Rússia realizarem operações aéreas consistentes, em grande escala, de apoio a ofensivas terrestres russas na Ucrânia, os combates representarão uma “ameaça significativa” para o país.

Zelenskyy nomeou domingo Oleksandr Pavliuk, ex-primeiro vice-ministro da Defesa, para o cargo de comandante das forças terrestres da Ucrânia.

Pavliuk substitui Oleksandr Syrskyi, que foi promovido a comandante-chefe das Forças Armadas, com o objetivo de dar nova abordagem à contraofensiva ucraniana.