Chefe da UNRWA afirma que alegações contra funcionários da agência em Gaza são levadas a sério

O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo, ou UNRWA na sigla em inglês, afirmou que sua instituição respondeu rapidamente às recentes alegações de Israel de que alguns funcionários da agência estavam envolvidos nos ataques do Hamas em 7 de outubro.

O comissário-geral Philippe Lazzarini declarou que a UNRWA leva as alegações a sério. A agência informou que, dos 12 funcionários suspeitos de envolvimento, 10 já haviam sido demitidos e 2 já haviam falecido.

Em uma entrevista on-line à NHK no sábado, Lazzarini comunicou que, ao passo que prossegue em andamento uma investigação independente, a agência adotou uma rápida medida e demitiu os funcionários, mesmo antes da divulgação dos resultados da investigação.

Lazzarini declarou que as decisões tomadas por mais de dez países, incluindo o Japão, de suspender fundos para a UNRWA podem afetar a capacidade da agência de responder às necessidades urgentes, já que a instituição pode ficar sem recursos a partir de março.

O comissário-geral manifestou esperança por uma divulgação em breve dos resultados da investigação e que os países doadores voltem a fornecer fundos para a agência.

Lazzarini também expressou grande preocupação com o fato dos militares israelenses estarem prontos para realizar uma ofensiva terrestre na cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza. A cidade vem servindo como refúgio para cerca de 1 milhão de pessoas.

O chefe da agência mencionou que uma ofensiva em meio a uma vasta população só acrescenta mais uma camada a essa tragédia sem fim. Lazzarini observou que as pessoas não terão nenhum lugar para ir em Gaza se a ofensiva militar ocorrer.