Ministro do governo do Japão admite ter assinado documento vinculado a instituição religiosa

O ministro da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão, Moriyama Masahito, admitiu ter assinado inadvertidamente um documento que consistia, em essência, na concordância com propostas de políticas públicas feitas pela antiga Igreja da Unificação.

O jornal Asahi Shimbun havia noticiado que, na eleição para a Câmara Baixa do Parlamento realizada em 2021, o ministro recebeu uma carta com recomendação de políticas públicas e apoio de campanha de uma organização ligada à instituição religiosa.

Além disso, em sua edição de quarta-feira, o jornal divulgou que Moriyama teria assinado um documento com confirmação de recebimento da recomendação.

Também na quarta-feira, em sessão da Comissão Orçamentária da Câmara Baixa, o ministro foi indagado se recebeu a carta com a recomendação. Respondeu que não havia recordado do episódio até ler a reportagem do jornal. Acrescentou que, ao ver a foto tirada na ocasião, começou a se lembrar vagamente de que o episódio tinha de fato ocorrido.

Explicou ter sido convidado para um comício por eleitores da sua base eleitoral e que, no seu encerramento, teria sido inesperadamente convidado a assinar o documento. Disse que teria colocado o seu nome no ofício sem lê-lo integralmente, em um ato de descuido.

O primeiro-ministro do Japão rejeitou uma exigência de demissão de Moriyama que foi feita pelo Partido Democrático Constitucional — o maior de oposição. Kishida Fumio sustentou que fez nomeações para o Gabinete com o pressuposto de que atualmente os ministros não tenham nenhuma relação com a instituição religiosa, mesmo que tenham tido algum vínculo no passado.