Especialistas no Japão pedem medidas para lidar com desastres complexos desencadeados por terremotos

Um grupo de especialistas que avaliou a Península Noto, na região central do Japão, atingida por um grande terremoto no dia 1º de janeiro, pediu que sejam feitos preparativos para lidar com desastres complexos, ou seja, calamidades em cadeia desencadeadas por terremotos.

A Sociedade Japonesa de Engenheiros Civis realizou uma entrevista coletiva na província de Ishikawa na terça-feira, após ter examinado os danos nas cidades de Wajima e Suzu por um período de dois dias iniciado na segunda-feira (5).

O grupo observou que o tremor causou o colapso de edifícios e outros desastres, como deslizamentos de terra, tsunami, liquefações do solo e incêndios. Ademais, esses desastres ocorreram quase simultaneamente.

O professor Imamura Fumihiko, da Universidade de Tohoku, que participou da pesquisa, disse que pessoas que moram no Japão, independentemente da região, devem estar preparadas para lidar com esses desastres complexos.

Imamura também mencionou uma área em Suzu, onde um tsunami causou grandes inundações. Afirmou que tsunamis não ocorrem com frequência na costa do Mar do Japão. Mas observou que os moradores da área conseguiram fugir para local seguro rapidamente. Explicou que isso provavelmente aconteceu por causa da forte conscientização acerca dos perigos representados por desastres, bem como devido aos fortes laços na comunidade.

O professor também observou que esforços de socorro têm sido prejudicados devido a graves danos nas principais rodovias da região. Pediu que rotas de transporte de emergência se tornem mais resistentes a terremotos.

A Sociedade Japonesa de Engenheiros Civis planeja delinear e divulgar um conjunto de propostas com base nos resultados de sua pesquisa.