Mais de 10.000 sobreviventes do terremoto de Noto ainda vivem em abrigos

Segunda-feira marca 5 semanas desde que o terremoto na Península de Noto atingiu a região central do Japão no dia de Ano-Novo. Mais de 10.000 pessoas ainda vivem em abrigos, enquanto alguns dos sobreviventes começaram a se mudar para moradias temporárias.

O terremoto de magnitude 7,6 e os tremores subsequentes deixaram 240 pessoas mortas e danificaram prédios em grandes áreas. A província de Ishikawa divulgou os nomes de 12 pessoas que permanecem desaparecidas.

O terremoto também danificou gravemente a infraestrutura. A maior parte do fornecimento de energia foi retomada, mas sete cidades e vilas, incluindo Wajima e Suzu, ainda estão sem água corrente.

Autoridades em Ishikawa disseram que 14.431 pessoas estavam hospedadas em centros de evacuação até sexta-feira. Autoridades da província disseram que 2.867 pessoas permaneceram em casas danificadas até a última terça-feira.

No sábado, alguns evacuados começaram a se mudar para 18 unidades habitacionais temporárias recém-construídas, preparadas pela província. A província pretende construir 3.000 unidades até o final de março, mas muitas vítimas do terremoto terão que continuar vivendo em abrigos.

A polícia instalou câmeras de vigilância no centro da cidade de Wajima para aumentar a segurança, já que muitas pessoas não conseguem voltar para suas casas.

Ainda há pessoas procurando por familiares desaparecidos. Em Ichinosemachi, na cidade de Wajima, várias casas foram atingidas por um deslizamento de terra.

No domingo, mais de 100 pessoas de equipes de resgate de todo o país continuaram suas buscas em Ichinosemachi, limpando a lama com máquinas pesadas.