1º de fevereiro marca um mês do terremoto que atingiu a região central do Japão

O dia 1º de fevereiro, quinta-feira, marca exatamente um mês desde que um terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa do Mar do Japão, região central do país, deixando mais de 200 mortos e milhares de pessoas vivendo em abrigos. As autoridades trabalham, agora, para prestar apoio aos sobreviventes no longo caminho para a recuperação.

Na província de Ishikawa, houve a confirmação de 240 mortes e o desaparecimento de 15 pessoas.

Na quinta-feira, foi confirmado que mais de 47 mil habitações foram danificadas, muitas delas na Península de Noto. Isso forçou mais de 14 mil pessoas a buscarem abrigo em centros de evacuação. Mais de 4 mil delas estão morando em centros de evacuação secundários, como pousadas e hotéis, geralmente em locais distantes de suas casas.

Em muitas áreas, a infraestrutura principal permanece não funcional. Mais de 40 mil casas e empresas, principalmente em Noto, estão sem água. Espera-se que o abastecimento seja restaurado em algumas áreas até o final de março.

Algumas pessoas estão tentando retomar as suas vidas normais. Um mercado de peixes na cidade de Nanao realizou seu primeiro leilão do ano na manhã de quinta-feira. O mercado foi danificado pelo terremoto, mas conseguiu reabrir após alguns reparos temporários.

Moradias de emergência também foram disponibilizadas na cidade de Wajima, atingida pelo terremoto, na quarta-feira.

Moradores locais vislumbram um longo caminho pela frente. Um deles disse: “Estou pensando desesperadamente no que devo fazer de agora em diante. Não sabemos o que o futuro nos reserva.”

As autoridades foram encarregadas de prestar apoio aos sobreviventes forçados a viver em moradias temporárias, muitas delas em áreas distantes de suas casas e meios de subsistência. A próxima etapa deve envolver ajuda a empresas locais para se reerguerem.