Facção do PLD revisa relatório de financiamento político em conexão com escândalo

A maior facção do Partido Liberal Democrático (PLD), a principal legenda governista do Japão, revisou seu relatório de financiamento político em conexão com irregularidades apontadas. Várias facções do PLD são suspeitas de não declarar determinadas quantias obtidas em eventos de arrecadação de fundos e de pagar propinas a seus membros.

Anteriormente liderada pelo ex-primeiro-ministro Abe Shinzo, que foi assassinado em 2022, a facção fez a alteração em seu relatório na quarta-feira. Estima que, no período de cinco anos até 2022, tenha pago a gabinetes parlamentares de seus membros cerca de 4,6 milhões de dólares em receitas não declaradas.

A revisão do relatório feita pela facção corresponde aos últimos três anos do período, com o acréscimo de aproximadamente 3 milhões de dólares em receitas. Além disso, a facção adicionou 2,9 milhões de dólares em pagamentos que havia feito a 214 gabinetes de membros atuais e anteriores.

O escândalo de arrecadação de fundos levou à demissão de legisladores da facção Abe de cargos importantes que exerciam no governo. Entre os legisladores estavam ministros e integrantes da diretiva do Partido Liberal Democrático.

O presidente do Partido Democrático Constitucional do Japão — maior legenda de oposição — instou o primeiro-ministro, Kishida Fumio, a punir os legisladores envolvidos no escândalo. Izumi Kenta declarou: “Como presidente do PLD, por que o premiê não exige que todos os legisladores envolvidos na ocultação das propinas renunciem ao mandato no Parlamento? O primeiro-ministro não vai expulsá-los do PLD ou recomendar que se desfiliem do partido?”

Kishida replicou: “Estamos investigando as causas do que aconteceu. Vamos estudar medidas a tomar só depois de seguir os procedimentos necessários.”

Quatro das seis facções do PLD estão se dissolvendo. Alguns legisladores vêm abandonando as duas facções restantes.