Decisão do Tribunal Internacional de Justiça ordena Israel a adotar medidas para evitar o genocídio em Gaza

O Tribunal Internacional de Justiça ordenou Israel a adotar todas as providências para evitar atos de genocídio na Faixa de Gaza, mas não solicitou um cessar-fogo imediato.

A decisão provisória foi tomada em Haia na sexta-feira, após a África do Sul ter entrado com a ação em dezembro.

O tribunal também comunicou que Israel deve adotar medidas para melhorar a situação humanitária no enclave.

A África do Sul alega que Israel está violando a Convenção do Genocídio.

O país havia pedido ao tribunal que emitisse medidas provisórias para interromper imediatamente a ofensiva em Gaza, mas a solicitação foi negada.

O tribunal não tem poder para forçar o cumprimento de suas decisões, assim, não está claro se Israel vai acatar a ordem.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu a decisão como uma “flagrante discriminação” contra o estado judeu e uma tentativa “vil” de negar a seu país o direito de se defender.

“Continuaremos facilitando a assistência humanitária e fazendo o possível para manter os civis fora de perigo, mesmo com o Hamas usando civis como escudos humanos”, prosseguiu afirmando o primeiro-ministro.

O ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad al-Maliki, saudou a decisão do Tribunal Internacional de Justiça, afirmando que há “obrigações legais claras para interromper a guerra genocida de Israel” contra os palestinos.