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NHK responde às dúvidas sobre o novo coronavírus

Especialistas da NHK respondem às dúvidas que muitas pessoas têm em relação ao novo coronavírus.

1. O que é o coronavírus?
2. Formas de infecção pelo coronavírus e como preveni-la
3. Cuidados a serem tomados por grávidas quanto ao coronavírus
4. Como desinfetar roupas?
5. Sintomas desenvolvidos por pacientes infectados
6. Quem tende a desenvolver sintomas graves?
7. Crianças tendem a desenvolver sintomas graves?
8. Há medicamentos que combatem o coronavírus?
10. Em que circunstâncias podemos dizer que a infecção chegou ao fim?
11. Sabonete é tão eficiente quanto álcool?
13. O novo coronavírus também se propaga por ralos, a exemplo do vírus da Sars?
14. Jovens podem desenvolver condições graves devido ao coronavírus?
15. O coronavírus está sofrendo mutações?
16. Até que ponto o Avigan é eficaz?
17. Como a declaração de estado de emergência afeta nossas vidas? - Parte 1
18. Como a declaração de estado de emergência afeta nossas vidas? - Parte 2
19. Como receber o auxílio de 100 mil ienes do governo japonês?
20. Posso usar bebidas com alto teor alcoólico como desinfetante?
21. Pacientes de coronavírus que não apresentam sintomas
22. A eficácia de máscaras contra o coronavírus
23. Como agir nos elevadores
24. Casas compartilhadas e coronavírus
25. Cuidados a tomar quando se pratica golfe
26. Quais são os procedimentos para se inscrever no programa de subsídios do governo japonês para empresas
27. Que cuidados tomar ao fazer compras no supermercado?
28. Caminhar ou correr em ambientes externos
29. Como e por que o governo japonês revisou os critérios para o teste de coronavírus?
30. É arriscado deixar crianças brincarem juntas fora de casa?
31. Perda de paladar
32. Infecção de pets pelo novo coronavírus
33. Programas de empréstimos disponíveis para estrangeiros
34. O que fazer diante da dificuldade em pagar aluguel?
35. A que temperatura o novo coronavírus resiste e o cozimento de alimentos é capaz de eliminá-lo?
36. Perguntas sobre visto feitas por estrangeiros no Japão 




1. O que é o coronavírus?

O coronavírus é um vírus que infecta humanos e outros animais. Em geral, ele se espalha entre pessoas e causa sintomas similares àqueles de um resfriado comum, tais como tosse, febre e corrimento nasal. Alguns tipos, como o que causou a Síndrome Respiratória do Oriente Médio, ou Mers, primeiramente confirmado na Arábia Saudita em 2012, podem levar a pneumonia ou outros sintomas graves.

O coronavírus que causou a pandemia global é de uma nova variedade. Pessoas infectadas desenvolvem sintomas como febre, tosse, fadiga, catarro, falta de ar, dor de garganta e dor de cabeça.

Cerca de 80% dos pacientes se recuperam após sentir sintomas leves. Quase 20% desenvolvem um quadro sério como de pneumonia ou até mesmo falência múltipla de órgãos. Pessoas acima dos 60 anos ou que tenham outras condições como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias ou câncer têm maior probabilidade de ter um quadro grave ou até mesmo morrer. Poucas infecções foram observadas em crianças e seus sintomas são relativamente leves.




2. Formas de infecção pelo coronavírus e como preveni-la

Especialistas acreditam que o novo coronavírus é transmitido por gotículas ou contato com superfícies contaminadas, da mesma forma como na gripe sazonal ou no resfriado comum. Isso significa que o vírus se espalha por meio de gotículas produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. Também é possível ser infectado ao entrar em contato com maçanetas e alças em vagões de trens e depois tocar no nariz ou boca com a mão contaminada. Acredita-se que o coronavírus tenha o mesmo nível de infecciosidade da gripe sazonal.

As medidas básicas de prevenção contra o coronavírus são as mesma da gripe, ou seja, lavar as mãos e respeitar a etiqueta ao tossir.

Ao lavar as mãos, é aconselhável que se use sabão para limpar todas as partes da mão até o pulso com água corrente por pelo menos 20 segundos. É também possível utilizar produtos de limpeza para as mãos a base de álcool. A etiqueta ao tossir é uma forma importante de controlar a disseminação da infecção. Aconselha-se que as pessoas cubram o nariz e a boca com lenços ou com a manga da roupa para prevenir lançar gotículas contaminadas sobre os outros. Uma medida também eficiente é evitar aglomerações, e quando estiver em ambientes fechados, abrir janelas com frequência e manter o local ventilado.

No Japão, cada companhia ferroviária deve decidir se abrem ou não as janelas de vagões lotados. Especialistas dizem que vagões já são ventilados em um certo nível uma vez que as portas se abrem quando o veículo para nas estações e passageiros desembarcam ou embarcam.




3. Cuidados a serem tomados por grávidas quanto ao coronavírus

Com o surto de coronavírus, a Sociedade Japonesa para Doenças Infecciosas em Obstetrícia e Ginecologia publicou um documento oferecendo recomendações a gestantes e mulheres que estejam tentando engravidar.
Segundo ela, até o momento não há informações de que mulheres grávidas tenham maior probabilidade de desenvolver sintomas graves devido ao coronavírus. Também não há informações quanto ao vírus causar problemas no feto.

No entanto, o grupo avisa que, em geral, gestantes podem ficar em situação grave caso desenvolvam pneumonia.

Ele recomenda a mulheres grávidas que tomem precauções como lavar bem as mãos com sabão e água corrente, principalmente após terem saído de casa e antes de refeições. Também recomenda o uso de desinfetantes contendo álcool.

Outras precauções incluem evitar entrar em contato com pessoas que tenham febre e tosse, usar máscaras de proteção e evitar tocar nariz e boca com as mãos.

O professor Hayakawa Satoshi, da Faculdade de Medicina da Universidade Nihon, redigiu o documento e diz que entende a ansiedade sentida pelas gestantes. No entanto, ele as exorta a agir com base em informações confiáveis e corretas, pois há todo o tipo de informações errôneas circulando durante um surto de uma doença infecciosa.




4. Como desinfetar roupas?

Sugawara Erisa, da Sociedade Japonesa de Prevenção e Controle de Doenças Infecciosas, afirma que não há necessidade de usar álcool desinfetante nas roupas. Ela explica que a maioria dos vírus são eliminados pelo simples ato de lavar as roupas de maneira convencional, apesar de ainda não ter sido confirmado que isso também ocorre com o novo coronavírus.

Já para objetos ou itens que podem ser classificados especialmente como em risco de contaminação, tais como toalhinhas usadas para cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, Sugawara recomenda mergulhá-las em água fervente por 15 a 20 minutos.




5. Sintomas desenvolvidos por pacientes infectados

Existe um relatório sobre esta questão publicada por uma equipe formada por especialistas, incluindo aqueles da Organização Mundial da Saúde. A equipe conduziu uma análise detalhada sobre os sintomas apresentados por 55.924 pessoas confirmadas com infecção até o dia 20 de fevereiro na China.

Segundo o relatório, 87,9% dos pacientes tiveram febre, 67,7%, tosse, 38,1% reclamaram de cansaço, e 33,4% tiveram catarro. Outros sintomas incluíam falta de ar, dor de garganta e dor de cabeça.

Aqueles que estavam infectados apresentaram tais sintomas por cinco a seis dias, em média.

Aproximadamente 80% dos infectados mostraram sintomas relativamente leves. Alguns não desenvolveram pneumonia. De todas as pessoas infectadas, 13,8% se tornaram gravemente enfermas, com dificuldade na respiração.

Pessoas com 60 anos ou mais de idade e aquelas com outros problemas de saúde, tais como pressão alta, diabetes, problemas cardíacos, doenças respiratórias crônicas e câncer, mostraram-se mais vulneráveis em desenvolver sintomas graves ou fatais. Havia poucos informes de crianças que se tornaram infectadas ou se tornaram seriamente doentes. Somente 2,4% de todos os pacientes infectados tinham 18 anos ou menos de idade.

Dr. Kutsuna Satoshi, do Centro Nacional para a Saúde e Medicina Global, tratou pacientes que testaram positivo para o vírus no Japão. Kutsuna disse que os pacientes que ele observou tinham corrimento nasal, dor de garganta e tosse. Ele disse que todos sentiam cansaço e tinham febre de 37 graus ou superior que durou por cerca de uma semana. O doutor disse que algumas pessoas desenvolveram febre mais alta após uma semana. Acrescentou que os sintomas tendem a permanecer mais tempo que nos casos de influenza sazonal ou outras enfermidades de infecção viral.

Os dados apresentados aqui foram atualizados no dia 19 de março.




6. Quem tende a desenvolver sintomas graves?

A Organização Mundial da Saúde diz que muitas mortes causadas pelo vírus ocorreram com pessoas que apresentam condições que debilitam o sistema imunológico, incluindo alta pressão sanguínea, diabetes e doenças cardíacas.

Para falar com mais clareza, pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos devem ter especial cuidado, não somente em relação ao novo coronavírus, como também contra infecções comuns como influenza sazonal. Entre elas, incluem-se pessoas que apresentam condições como alta pressão sanguínea, diabetes e doenças cardíacas, aquelas que tomam medicamentos imunossupressores, para tratar, por exemplo, de reumatismo, e pessoas idosas.

Os pesquisadores ainda não concluíram como a gravidade das condições crônicas de saúde está relacionada à severidade dos seus sintomas.

No caso das mulheres grávidas, não há dados que indiquem que elas se enquadram na categoria de alto risco em relação ao coronavírus. Contudo, falando de uma forma geral, elas tendem a ser vulneráveis ao vírus e, caso fiquem com pneumonia, são as que mais facilmente desenvolvem sintomas graves.

Não há, também, dados sobre os tipos de sintomas manifestados pelas crianças infectadas com o coronavírus. Mas, uma vez que elas não podem tomar medidas preventivas, tais como lavar as mãos e evitar multidões, por sua própria conta, os pais e responsáveis devem fazer tudo o que podem para protegê-las.




7. Crianças tendem a desenvolver sintomas graves?

Não há registros de que, na China, crianças tenham tendência a desenvolver sintomas graves ao serem infectadas pelo novo coronavírus.

Segundo a análise de uma equipe de especialistas do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, de 44.672 pessoas infectadas até 11 de fevereiro, nenhuma criança de até nove anos de idade morreu por causa da doença. Houve somente o registro de morte de um paciente adolescente.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Wuhan e de outras instituições relataram que, até 6 de fevereiro, nove bebês, entre um e 11 meses de idade, tinham testado positivo para o coronavírus na China continental. Nenhum deles ficou em estado grave.

O professor Morishima Tsuneo, da Universidade de Medicina de Aichi, é um especialista em doenças infecciosas pediátricas. Ele afirma que, de determinada maneira, o novo vírus é semelhante a cepas de coronavírus existentes e que crianças, que geralmente pegam resfriado comum, podem ter uma certa imunidade contra o vírus.

No entanto, Morishima acrescenta que nós devemos estar cientes de que a infecção tende a se disseminar rapidamente em escolas e creches. De acordo com o professor, pais e responsáveis devem ter certeza de que crianças lavem bem as mãos e mantenham os locais onde se encontram bem ventilados.

Os dados apresentados aqui são de 24 de março.




8. Há medicamentos que combatem o coronavírus?

Infelizmente, não há medicamentos que tenham eficácia claramente comprovada contra o coronavírus, como ocorre com o Tamiflu ou Xofluza para o tratamento de influenza. Como em outros países e regiões, médicos no Japão estão tentando tratar os sintomas, colocando, por exemplo, pacientes em respiradores com oxigênio e fornecendo soro intravenoso em caso de desidratação.

Apesar de ainda ser necessário desenvolver uma droga que combata o vírus, médicos no Japão e em todo o mundo estão utilizando medicamentos existentes voltados ao tratamento de outras enfermidades pois eles podem, talvez, funcionar contra o coronavírus.

Um desses remédios é o Avigan, medicamento contra a influenza desenvolvido por uma companhia farmacêutica japonesa há seis anos. Autoridades chinesas afirmam que tal remédio foi eficaz no tratamento de pacientes com o coronavírus.

O Centro Nacional para a Saúde e Medicina Global declarou ter administrado um antiviral utilizado no combate à AIDS a um paciente infectado pelo coronavírus. Segundo funcionários da instituição japonesa, a febre do paciente foi controlada e houve melhoras na fadiga e na respiração.

A busca por terapias eficazes está sendo empreendida em diversos países. Um grupo contando com pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos afirma ter utilizado um medicamento antiviral desenvolvido para o tratamento de Ebola em um homem que tinha pneumonia em decorrência do coronavírus. Segundo os pesquisadores, os sintomas do paciente começaram a melhorar no dia seguinte à utilização do medicamento e ele foi retirado dos respiradores, com sua febre baixando.

O ministério da Saúde da Tailândia afirmou que uma combinação de medicamentos usados nos tratamentos de influenza e AIDS levou à melhora das condições de um paciente. Mais tarde ele foi declarado como curado.

Apesar disso, especialistas afirmam que, em todos os casos, maiores estudos clínicos são necessários para determinar a segurança e eficácia dos medicamentos.

Os dados aqui apresentados são de 25 de março.




10. Em que circunstâncias podemos dizer que a infecção chegou ao fim?

Omi Shigeru é vice-presidente do painel de especialistas formado pelo governo para lidar com o novo coronavírus e presidente da Organização Japonesa de Cuidados da Saúde de Comunidades, e também já lidou com medidas contra doenças infecciosas na Organização Mundial da Saúde, a OMS. Ele diz que o fim da infecção significa que a corrente de infecções foi interrompida e não há pessoas infectadas.

As autoridades do setor de saúde podem declarar o seu fim caso novas infecções não sejam confirmadas por um certo período de tempo determinado com base nas normas da organização.

Por exemplo, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) se disseminou principalmente na China e em outras partes da Ásia em 2003. A OMS declarou seu fim oito meses depois que o primeiro paciente foi confirmado.

Por outro lado, a propagação da infecção pode ser levada sob controle por um certo período de tempo em uma área específica ou país tomando-se medidas tais como pedir às pessoas que evitem sair de suas casas.

No entanto, a infecção pode se expandir novamente nessa área a partir de vírus trazido de outros lugares. Por exemplo, a influenza sazonal se propaga no inverno e se acalma temporariamente, mas ainda não chegou ao fim.

As vacinas e medicamentos são efetivos para evitar que a infecção se expanda e se agrave. Contudo, Omi diz que a disponibilidade de vacinas e medicamentos e o fato de se a infecção pode chegar a um fim são duas questões distintas.
 
Omi diz que as autoridades do setor de saúde permanecerão comprometidas em fazer mais esforços objetivando eliminar completamente a infecção.

Os dados apresentados são do dia 27 de março.




11. Sabonete é tão eficiente quanto álcool?

Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional de São Lucas, em Tóquio, especialista em controle de infecções, afirma que, em certa medida, sabonetes são eficientes.

Ela afirma que isso ocorre porque o sabonete para as mãos geralmente contém surfactantes, que destroem a membrana de lipídio que envolve o coronavírus. Ela afirma que isso, de certa forma, pode matar o vírus.

Sakamoto afirma que álcool também é eficiente, mas que caso suas mãos estejam sujas, às vezes é difícil para que os químicos desinfetantes atinjam o interior do elemento de contágio.

Sakamoto insiste que as pessoas lavem as mãos regularmente com sabonete.




13. O novo coronavírus também se propaga por ralos, a exemplo do vírus da Sars?

O novo coronavírus e o da Sars pertencem a uma mesma linhagem viral. Sabe-se que o coronavírus causador da Sars se multiplicava não apenas na garganta e nos pulmões, como também nos intestinos. Quando o vírus da Sars se propagou entre pessoas de diferentes partes do mundo, em 2003, noticiou-se o contágio em massa em um edifício de apartamentos de Hong Kong. Suspeitava-se que o contágio em massa tivesse sido causado pelo vazamento de gotas de águas servidas contendo o vírus em encanamento velho.

O professor Kaku Mitsuo, da Universidade de Medicina e Farmácia de Tohoku, especialista em medidas de prevenção de infecções, considera baixo o risco de propagação do novo vírus por encanamentos de águas servidas em países com condições de higiene de nível relativamente elevado. Ressalta, porém, o risco de impregnação do vírus na superfície do vaso sanitário ou em áreas em torno e diz ser possível o contágio quando a pessoa toca com as mãos uma superfície contaminada. Adverte que as pessoas devem fechar a tampa do vaso antes de puxar a descarga e lavar sem falta as mãos com todo o cuidado após o uso do sanitário. Conclui que a população precisa manter hábitos higiênicos na vida diária — por exemplo, desinfetar completamente torneiras, lavatórios e maçanetas.

Os dados apresentados neste informe são de 1º de abril.




14. Jovens podem desenvolver condições graves devido ao coronavírus?

Especialistas vinham dizendo que idosos e pessoas com outras pré-condições de saúde tendem a desenvolver sintomas graves quando infectados. Mas no mês passado, a imprensa divulgou o caso de uma jovem de 21 anos no Reino Unido, e de uma menina de 16 anos na França, ambas saudáveis, e que morreram devido à infecção. Casos recentes mostram que jovens também podem acabar desenvolvendo condições graves da doença.

O Japão também registrou casos de pessoas relativamente jovens que se tornaram gravemente enfermas. Kutsuna Satoshi, do Centro Nacional para a Saúde e Medicina Global, afirmou que, entre os mais de 30 pacientes que tratou, um homem na casa dos 40 anos de idade, sem pré-condições de saúde, também desenvolveu sintomas graves.

Kutsuna disse que o homem apresentou apenas febre e tosse nos primeiros dias, mas que após uma semana, desenvolveu pneumonia aguda grave e precisou da ajuda de um aparelho respirador devido à rápida deterioração das condições de respiração. O médico afirmou que, após um tempo, o homem se recuperou. Kutsuna afirmou que jovens não devem considerar que estão a salvo, já que mesmo pessoas mais novas e saudáveis podem chegar a ficar gravemente doentes.

A Organização Mundial da Saúde alertou para muitos casos de pessoas abaixo dos 50 anos de idade que foram hospitalizadas. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos divulgaram que de 2 a 4 por cento dos infectados entre 20 e 44 anos se encontram hospitalizados em Unidades de Terapia Intensiva.

Os dados divulgados são de 2 de abril.




15. O coronavírus está sofrendo mutações?

No início de março, uma equipe de pesquisa da China analisou os genes de coronavírus retirados de mais de 100 pacientes infectados com o vírus ao redor do mundo. A equipe encontrou diferenças nos genes que caracterizam o coronavírus em dois tipos: o tipo L e o tipo S.

A equipe descobriu que o tipo S possui uma formação genética próxima à do coronavírus encontrado em morcegos. O vírus tipo L foi observado predominantemente nos pacientes dos países europeus e acredita-se que seja uma forma mais nova do vírus em comparação ao tipo S.

O professor Ito Masahiro, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade Ritsumeikan, que está estudando as características do vírus, diz que o coronavírus muda facilmente. Acredita-se que o vírus esteja sofrendo mutação através das muitas pessoas infectadas e repetidas disseminações do vírus.

E quanto à possibilidade do vírus mudar para se tornar mais facilmente transmissível, Ito diz que o vírus ainda se encontra em uma fase em que sua formação genética não se transformou o suficiente. Mesmo que existam diferenças nos genes dos tipos L e S, ainda faltam informações para determinar qual tipo leva a sintomas mais graves.

Segundo o professor Ito Masahiro, a gravidade da doença e as taxas de mortalidade variam entre os países, mas acredita-se que essas variações sejam causadas pelos próprios seres humanos, incluindo as diferenças na taxa de população idosa, cultura e hábitos alimentares de cada país.

Os dados apresentados são do dia 3 de abril.




16. Até que ponto o Avigan é eficaz?

Também conhecido como Favipiravir, o Avigan é um remédio para influenza desenvolvido seis anos atrás por um laboratório farmacêutico japonês. Como efeitos colaterais têm sido registrados em testes laboratoriais com animais, o governo japonês não aprova o uso por algumas pessoas — por exemplo, gestantes. A prescrição do Avigan para pacientes infectados pelo novo coronavírus somente será feita em casos autorizados pelo governo.

Atualmente, não se conhece nenhum outro medicamento capaz de tratar de maneira eficaz portadores do novo coronavírus, mas a expectativa é de que o Avigan seja eficaz contra o vírus, que se multiplica de modo semelhante aos da influenza. Pesquisas sobre os efeitos do remédio são realizadas em diversas partes do mundo.

O governo da China anunciou os resultados de experimentos clínicos realizados em duas instituições médicas. Um dos experimentos foi feito na cidade de Shenzhen, da província de Guangdong, com 80 pacientes. No caso de pacientes aos quais não foi ministrado o Avigan, levou em média 11 dias para que exames do novo coronavírus passassem de resultado positivo para resultado negativo.

Foi quatro o número médio de dias correspondente aos pacientes aos quais foi ministrado o remédio. Exames de raios X dos pacientes mostraram que melhorou a condição dos pulmões de 62% dos indivíduos aos quais não foi ministrada a droga, enquanto que 91% dos pacientes aos quais o medicamento foi ministrado apresentaram melhora.

O governo chinês anunciou que, com base nos resultados, incluiu oficialmente o Avigan entre os medicamentos autorizados para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

No Japão, desde março, experimentos clínicos com 80 pacientes que apresentam leves sintomas ou que se mostram assintomáticos vêm sendo realizados em várias instituições, como o Hospital Universidade de Saúde Fujita, da província de Aichi.

Os pesquisadores fazem comparações para determinar a dosagem medicamentosa capaz de reduzir a gravidade da infecção pelo vírus.

Uma fabricante japonesa do Avigan anunciou o início de experimentos clínicos para obter autorização governamental. O laboratório pretende solicitar aprovação do governo se conseguir confirmar a eficácia da droga e a segurança do seu uso.

Dados correspondentes a 6 de abril




17. Como a declaração de estado de emergência afeta nossas vidas? - Parte 1

Em primeiro lugar, sobre sair de casa. Os governadores das províncias designadas podem pedir que os residentes de determinadas regiões não saiam para fazer algo não essencial durante um certo período de tempo. Estão excluídas visitas a hospitais, compras de alimentos e saídas para trabalhar. O pedido não é obrigatório, mas os cidadãos devem cooperar e se esforçar ao máximo.

A seguir, escolas. Os governadores podem pedir ou obrigar escolas a fecharem. Isto é com base numa legislação especial que entrou em vigor no mês passado. Os governadores têm competência para fechar escolas provinciais do ensino médio. Eles podem pedir que escolas particulares e escolas do ensino fundamental que estiverem sob a jurisdição dos municípios fechem. Eles podem ordenar o fechamento se as escolas não obedecerem, mas elas não serão punidas.

Sobre instalações e lojas. A lei permite aos governadores pedir a limitação do uso de instalações para evitar a propagação do vírus. Eles também podem pedir para limitar ou proibir a operação de instalações de grande porte com área de mais de mil metros quadrados. Instalações menores também poderão receber tais pedidos, caso seja considerado necessário.

A seguir, uma lista das instalações que se enquadram nesta categoria: teatros e cinemas, locais de eventos, lojas de departamentos, supermercados, hotéis e estalagens, academias de ginástica e piscinas, museus, bibliotecas, casas noturnas, autoescolas e cursinhos.

Seções de produtos essenciais, como, por exemplo, alimentos, remédios e produtos de higiene, poderão continuar funcionando em supermercados.

Os governadores provinciais poderão ordenar o fechamento de instalações que não cumprirem o pedido, além de divulgar publicamente o nome das empresas responsáveis.

Sobre eventos e exposições. Sob a nova legislação os governadores poderão pedir a organizadores de eventos que não os realizem. Se um organizador não obedecer, os governadores poderão dar ordens para que o faça. Os governadores poderão divulgar os nomes dos organizadores que receberem tais ordens em sites da província ou outros meios de comunicação.

Sobre instalações essenciais. A declaração de estado de emergência não afeta instalações essenciais. Será pedido a provedores de eletricidade, gás e água que implementem medidas garantindo um suprimento estável. Operadores de serviços de entregas, telefone, internet e correios também deverão continuar em funcionamento.

A legislação não vai limitar a operação dos transportes públicos. O primeiro-ministro e os governadores poderão tomar medidas para manter os sistemas de transporte funcionando dentro dos parâmetros mínimos.

Esta resposta foi dada no dia 7 de abril.




18. Como a declaração de estado de emergência afeta nossas vidas? - Parte 2

Primeiramente, abordamos as máscaras cirúrgicas, que se tornam cada vez mais difíceis de encontrar no Japão.

Segundo a legislação de medidas especiais para o coronavírus, os governadores podem pedir a negócios que vendam máscaras e outros bens essenciais ao governo local. Caso eles se neguem a atender o pedido, os governadores têm o poder de expropriar tais itens.

O governo central já comprou e entregou máscaras à população em Hokkaido e em instituições médicas. Para isso, utilizou uma outra legislação, a Lei de Medidas de Emergência para a Estabilização das Condições de Vida da População de 1973, promulgada em resposta a crise mundial do petróleo.

Uma declaração de estado de emergência também permite aos governadores tomar algumas medidas de força legal. Eles podem utilizar terrenos e edifícios para a criação de instalações hospitalares temporárias mesmo sem o consentimento dos proprietários. Também podem pedir a empresas para estocar suprimentos médicos, alimentos e outros bens essenciais.

Caso os negócios não cumpram as ordens e, por exemplo, esconderem ou descartarem os produtos, pode-se enfrentar uma sentença de até 6 meses de prisão ou até 2.800 dólares de multa. Estas são as duas únicas medidas que envolvem penalização.

A declaração emergencial japonesa inclui poucas medidas que podem ser aplicadas com o rigor de lei e não implementa o tipo de confinamento imposto em outros países. No entanto, ela visa levar a população e as empresas a cooperarem nos esforços para a contenção do surto.

Como a declaração afeta os serviços médicos no país?

Instituições médicas não estão inclusas na lista de instalações para as quais os governadores podem pedir fechamento e, logo, permanecem abertas. Além disso, visitas à instalações hospitalares são consideras saídas essenciais e não serão restringidas mesmo em caso de pedido do governo para que se fique em casa.

Entretanto, governos locais irão fazer preparativos para uma situação de ápice do surto, tal como decidir quais instalações irão se voltar principalmente ao tratamento de pacientes com o coronavírus, fazendo com que os demais pacientes sejam transferidos para outras instituições.

O ministério da Saúde do Japão também está planejando facilitar as condições para consultas médicas pela internet. Atualmente, consultas online só podem ser feitas após ao menos um encontro direto com o médico. Neste caso, no entanto, o ministério permitirá o tratamento pela internet desde o princípio.

Como o setor de cuidados de idosos será afetado?

Os governadores das províncias inclusas na declaração do estado de emergência podem pedir o fechamento ou a diminuição dos serviços prestados em instalações que fornecem serviços diários ou de curta permanência. Os provedores de tais serviços em instalações fechadas serão requisitados a oferecer serviços necessários de maneira alternativa, tal como pelo envio dos funcionários às casas dos pacientes.

Os governadores não podem pedir o fechamento de instalações de cuidado com pacientes residentes ou de instalações de atendimento a domicílio. Tais provedores têm de continuar a fornecer seus serviços ao mesmo tempo em que tomam medidas extensas para evitar infecções pelo vírus.

O que acontecerá com creches?

Os governadores podem limitar o uso de creches caso seja necessário para evitar a propagação do vírus, o que pode levar a um fechamento temporário de tais locais.

Mesmo que não haja um pedido do governador, cada municipalidade das áreas designadas pode avaliar a necessidade de diminuir o número de crianças a serem aceitas. Pede-se que pais trabalhando em casa ou que estejam afastados do trabalho evitem usar creches. As municipalidades também têm a opção de fechar temporariamente as creches se uma das crianças ou funcionários for infectado, ou se houver um aumento significativo no número de casos na região.

No entanto, municipalidades irão estudar outras formas de fornecer serviços de creche a trabalhadores do setor de saúde ou de outras áreas que são consideradas essenciais para o funcionamento da sociedade. Também serão consideradas opções para mães e pais solteiros que não possam deixar de trabalhar.

A seguir, informamos quanto a escritórios de inspeção trabalhista e centros de busca de emprego.

Em princípio, tais instalações relacionadas a preocupações trabalhistas continuarão abertas, como sempre. No entanto, centros de busca de emprego podem reduzir suas operações dependendo da situação do surto em cada local.

O que acontecerá com os serviços de transporte público?

Em 7 de abril, antes do primeiro-ministro Abe Shinzo declarar estado de emergência, o ministro dos Transportes, Akaba Kazuyoshi, declarou à imprensa que mesmo no caso da declaração, transporte público e serviços logísticos seriam obrigados a manter suas operações.

Os dados aqui apresentados são de 8 de abril.




19. Como receber o auxílio de 100 mil ienes do governo japonês?

O governo japonês delineou os detalhes de seu plano visando efetuar o pagamento de auxílio no valor de 100 mil ienes, ou mais de 900 dólares, em dinheiro vivo para todos os residentes do país, como parte de sua resposta econômica para lidar com a pandemia de coronavírus.

A ministra do Interior e Telecomunicações, Takaichi Sanae, delineou o programa durante uma coletiva de imprensa em 20 de abril. Ela disse que os pagamentos serão efetuados com rapidez. Solicitações de auxílio e pagamentos ocorrerão sem contato humano para prevenir infecções e minimizar a quantidade de trabalho em repartições municipais.

Toda pessoa que consta no Sistema de Registro Básico de Residentes até 27 de abril terá direito ao auxílio. Isso significa que o programa cobre residentes japoneses, além de estrangeiros registrados como residentes e que tenham visto com duração superior a três meses.

As municipalidades vão enviar formulários de solicitação para o representante de cada domicílio. Os solicitantes terão de fornecer um número de conta bancária, com cópias de suas identidades e informações sobre a conta. O valor será depositado nela.

Pessoas também poderão utilizar o sistema de identificação individual, conhecido como Cartão "My Number", para fazer a solicitação de auxílio pela internet.

Cada municipalidade poderá decidir quando vai iniciar o recebimento de formulários. Eles serão aceitos por um período de três meses. Municipalidades poderão ainda decidir quando vão começar a efetuar os pagamentos.

Dados de 22 de abril




20. Posso usar bebidas com alto teor alcoólico como desinfetante?

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão decidiu autorizar o uso de bebidas com alto teor alcoólico como desinfetante alternativo para fazer frente à escassez de produtos convencionais causada pela propagação do coronavírus. A decisão foi tomada em atendimento a pedidos de instituições médico-hospitalares e estabelecimentos assistenciais que enfrentam dificuldades para obter desinfetantes à base de álcool.

Em abril, a pasta comunicou às instituições que bebidas com alto teor alcoólico produzidas por destilarias podem ser utilizadas quando é impossível encontrar os desinfetantes propriamente ditos.

São utilizáveis bebidas com teor alcoólico entre 70% e 83%. Estão incluídos nesta categoria alguns tipos de vodca.

Funcionários do ministério assinalam que bebidas com teor alcoólico superior têm menor efeito desinfetante, sendo necessário diluí-las para o uso.

Os funcionários da pasta enfatizam que se trata de medida excepcional para enfrentar a escassez de desinfetantes, principalmente em instituições médico-hospitalares. Pedem à população que continue a lavar cuidadosamente as mãos em casa para prevenir o contágio.

Dados de 27 de abril




21. Pacientes de coronavírus que não apresentam sintomas

Sakamoto Fumie do Hospital Internacional São Lucas, especialista em doenças infecciosas, explica sobre pacientes de coronavírus que não apresentam nenhum sintoma, mesmo que tenham testado positivo para o vírus.

Segundo Sakamoto, alguns pacientes são capazes de se recuperar por conta própria, sem apresentar quaisquer sintomas. Uma equipe de pesquisa da China informou que metade de pacientes monitorados não desenvolveu nenhum sintoma, ou só teve sintomas muito leves. Contudo, a especialista diz que é preciso observar pacientes por cerca de uma semana porque alguns deles podem apresentar um quadro clínico muito grave gradualmente.





22. A eficácia de máscaras contra o coronavírus

Sakamoto Fumie do Hospital Internacional São Lucas, especialista em doenças infecciosas, explica sobre a eficácia de máscaras descartáveis e as feitas de algodão que são laváveis e reutilizáveis.

Segundo Sakamoto, vários experimentos estão sendo realizados visando comprovar a eficácia de máscaras contra o vírus. Experimentos mostram que ambos os tipos de máscara são eficazes até certo ponto para conter as gotículas emitidas durante a tosse ou o espirro.

Contudo, a especialista diz que, em quaisquer dos casos, a eficácia não é perfeita e que uma pequena quantidade de gotículas pode acabar se espalhando. Portanto, é mais seguro deixar de sair de casa quando se está tossindo ou espirrando.





23. Como agir nos elevadores

A especialista sobre doenças infecciosas, Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, responde perguntas frequentes sobre o novo coronavírus. A pergunta de hoje é sobre o que deveríamos fazer ao usar um elevador.

Sakamoto diz que o que podemos fazer para evitar o contágio é não usar o elevador com muitas pessoas e tentar não conversar com outras pessoas se tivermos que usar, já que não dá para subir dez ou vinte andares de escadas. Tais medidas podem diminuir a possibilidade de contágio. Sakamoto acrescenta que é importante não tocar a face com as mãos depois de apertar os botões do elevador. Depois de tocá-los é importante também lavar a mão com água e sabão assim que for possível.





24. Casas compartilhadas e coronavírus

A especialista sobre doenças infecciosas, Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, responde perguntas frequentes sobre o novo coronavírus. E a pergunta de hoje é como lidar com a situação em que uma pessoa infectada pelo vírus resida em uma casa compartilhada com outros moradores.

Geralmente em uma casa compartilhada, cada inquilino possui um quarto privado, no entanto, os moradores dividem áreas comuns como a cozinha e os banheiros. Sakamoto afirma que o mais importante a fazer é desinfetar os lugares mais tocados, tais como torneiras e botões para acender e apagar as luzes. A limpeza deve ser feita com detergente diluído ou, caso esteja disponível, com desinfetante a base de álcool.





25. Cuidados a tomar quando se pratica golfe

A especialista sobre doenças infecciosas, Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, responde perguntas frequentes sobre o novo coronavírus. A questão de hoje é que cuidados devemos tomar quando jogamos golfe.

Sakamoto diz que algumas pessoas pensam que o golfe não causa riscos de infecção por ser um esporte praticado ao ar livre. Contudo, jogar golfe com muitas pessoas é um grande perigo. Os campos de golfe em si são espaços abertos. Mas, a utilização de vestiários ou refeitórios nesses lugares com um grande número de pessoas eleva o risco. Além disso, devemos ter cuidado para não nos infeccionar tocando, sem querer, a face, com as mão que tocaram locais onde várias pessoas o fizeram.





26. Quais são os procedimentos para se inscrever no programa de subsídios do governo japonês para empresas

Repórteres da NHK respondem a perguntas enviadas pelos ouvintes a respeito do novo coronavírus. A questão de hoje é “Quais são os procedimentos para se inscrever no programa de subsídios do governo japonês fornecidos para empresas de pequeno e médio porte?”.

O governo japonês lançou um programa de fornecimento de subsídios para companhias de pequeno e médio porte, cujas rendas caíram por conta da epidemia do novo coronavírus.

Os benefícios cobrem negócios cujo faturamento operacional em algum mês deste ano tenha apresentado uma redução de mais de 50% em comparação ao mesmo mês do ano passado. As empresas de pequeno e médio porte poderão receber até dois milhões de ienes, e os profissionais liberais, incluindo freelancers, até um milhão de ienes.

As companhias podem se inscrever através de um website especial. O endereço é: https://www.jizokuka-kyufu.jp/

Após a inscrição, leva-se normalmente cerca de duas semanas para receber os benefícos.

Os dados apresentados aqui são do dia 8 de maio.





27. Que cuidados tomar ao fazer compras no supermercado?

A especialista em doenças infecciosas Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, do Japão, vem respondendo a perguntas feitas com frequência a respeito do novo coronavírus. Desta vez, a indagação é “Que cuidados tomar ao fazer compras no supermercado?”.

Sakamoto afirma que não se deve deixar de desinfetar as mãos — incluindo a palma, a ponta dos dedos e o pulso — com soluções desinfetantes disponíveis à entrada dos supermercados antes do ingresso nos estabelecimentos. Acrescenta que esta medida é preferível à providência de fazer compras nos horários menos movimentados.

NHK responde às dúvidas sobre o novo coronavírus





28. Caminhar ou correr em ambientes externos

A especialista em doenças infecciosas Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, no Japão, vem respondendo a perguntas frequentes sobre o novo coronavírus. Desta vez, a pergunta é sobre os riscos ao caminhar ou correr em ambientes externos.

Ao declarar estado de emergência durante uma coletiva de imprensa em abril, o primeiro-ministro japonês Abe Shinzo pediu para a população que se abstivesse de realizar saídas não essenciais ou sem urgência. Ele disse ainda que não havia problema em caminhar ou correr em ambientes externos. Isso pode ter soado como uma contradição para nós.

No entanto, Sakamoto afirma que nós não devemos nos esquecer de que o objetivo principal da declaração é fazer com que as pessoas mantenham certa distância umas das outras. Caso você corra ao mesmo tempo em que conversa com alguém, gotículas de saliva podem se espalhar para ambos. Isso é algo que precisa ser evitado. Por outro lado, correr sozinho em ambientes externos, sem que haja ninguém por perto, é o desejável, pois não aumentaria os riscos de infecção.





29. Como e por que o governo japonês revisou os critérios para o teste de coronavírus?

Repórteres da NHK respondem a perguntas de nossos ouvintes sobre o novo coronavírus. Desta vez, a pergunta é: como e por que o governo japonês revisou os critérios para o teste de coronavírus?

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão revisou seus critérios para que as pessoas sejam testadas para o coronavírus. Os critérios anteriores recomendavam que pessoas com febre igual ou superior a 37,5 graus centígrados que persistisse por quatro dias deveriam contatar um centro de saúde pública.

Os novos parâmetros não indicam uma temperatura específica. Em vez disso, eles dizem que pessoas que “tenham dificuldade de respirar, fadiga séria ou febre alta” e “que estejam tossindo, tenham febre e outros sintomas leves de gripe por quatro dias ou mais” devem buscar ajuda.

Especialistas estavam preocupados que os parâmetros anteriores eram muito restritivos e resultavam em um pequeno número de testes. O Ministério da Saúde afirma ter capacidade para realizar mais de 17 mil testes por dia. Contudo, o número de testes realizados, na verdade, é bem menor: em torno de nove mil por dia.

Nishimura Hidekazu, diretor do Centro de Pesquisas Virológicas, pertencente ao Centro Médico de Sendai, declarou que os novos critérios serão úteis. Ele disse: “Os novos parâmetros farão com que os médicos deixem de ignorar pacientes com sintomas leves de pneumonia, que podem acabar se agravando.”

“Existe o risco de que não haja testes em quantidade suficiente, especialmente em áreas urbanas como Tóquio, onde o número de infectados é alto. Isso significa que é mais necessário do que nunca determinar corretamente quais pacientes precisam mais de testes”, acrescentou ele.

Os dados apresentados aqui são correspondentes a 12 de maio.





30. É arriscado deixar crianças brincarem juntas fora de casa?

A especialista em doenças infecciosas Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, no Japão, vem respondendo a perguntas frequentes sobre o novo coronavírus. Desta vez, a pergunta é sobre os riscos sofridos pelas crianças ao brincar com seus amigos fora de casa durante a pandemia.

Algumas escolas do ensino fundamental abriram seus pátios escolares para permitir que as crianças passem o tempo durante o prolongado fechamento das escolas em todo o país. Muitos pais devem se perguntar qual o risco de infecção, apesar de querer que seus filhos passem tempo com seus amigos de forma a reduzir o estresse causado pela permanência em casa por muitos dias seguidos.

Segundo Sakamoto, atualmente não há grandes problemas com isso se os pais prestarem atenção em alguns pontos tais como reduzir o número de crianças com quem seus filhos interagem, limitando a interação a curtos intervalos. Também deve-se pedir que eles lavem as mãos quando chegarem em casa.

Os dados aqui apresentados são de 13 de maio.





31. Perda de paladar

A especialista em doenças infecciosas Sakamoto Fumie, do Hospital Internacional São Lucas, no Japão, responde a perguntas frequentes sobre o novo coronavírus. Desta vez, a pergunta é sobre o que fazer quando surgir a perda de paladar.

Segundo Sakamoto, fala-se que cerca de até 30% dos pacientes de coronavírus apresentaram sintomas de perda de paladar e de olfato. Caso tais sintomas sejam detectados, existe a possibilidade de que a pessoa esteja infectada pelo vírus. No entanto, sintomas semelhantes também podem surgir quando se está com outra doença infecciosa. Após observar os sintomas por determinado tempo, a pessoa deve considerar se consultar com um médico, caso continue tendo febre ou dificuldade de respirar.





32. Infecção de pets pelo novo coronavírus

Especialistas da NHK respondem a perguntas de nossos ouvintes sobre o novo coronavírus. Desta vez, a pergunta é sobre a infecção de pets pelo coronavírus. Pessoas têm procurado informações a respeito, desde a divulgação de um relato de que o novo coronavírus pode ser transmitido entre gatos.

O professor Kawaoka Yoshihiro, do Instituto de Ciências Médicas, da Universidade de Tóquio, e outros especialistas da Universidade de Winsconsin, infectaram três gatos com o coronavírus e os colocaram junto a gatos não infectados.

Segundo os pesquisadores, os gatos infectados não apresentaram sintomas, mas o vírus foi detectado em todos os animais por meio de esfregaço nasal. Dois dos três gatos continuaram a testar positivo por seis dias.

O grupo afirmou que os três animais não infectados foram colocados junto a os gatos infectados e acabaram testando positivo de três a seis dias mais tarde, indicando o alastramento do vírus. 

A equipe declarou que os resultados sugerem que o coronavírus pode se multiplicar rapidamente em órgãos respiratórios e é capaz de se proliferar facilmente entre gatos.

Os pesquisadores disseram que, como gatos podem não apresentar nenhum sintoma e são capazes de disseminar o vírus sem o conhecimento de seus donos, é recomendável que estes mantenham seus pets dentro de ambientes fechados.

Os dados apresentados aqui são referentes a 21 de maio.





33. Programas de empréstimos disponíveis para estrangeiros

Especialistas da NHK respondem perguntas de nossos ouvintes sobre o novo coronavírus. A pergunta de hoje é sobre como se inscrever para os programas de auxílio financeiro do coronavírus no Japão.

Os conselhos de bem estar social de cada província criaram um sistema de fundos de empréstimo para lares que estão passando por dificuldades financeiras por interrupção de trabalho. Trata-se de empréstimos que precisam ser reembolsados.

O “pequeno fundo de emergência” destina-se principalmente a lares que sofreram uma queda no rendimento devido a interrupções temporárias de trabalho. O valor disponível é de até 200 mil ienes.

Já o “fundo geral de apoio” é destinado principalmente a lares cujos membros encontram-se desempregados ou tiveram sua renda reduzida. O limite máximo para empréstimos a lares com duas ou mais pessoas é de 200 mil ienes por mês. Para pessoas que moram sozinhas o valor é de 150 mil ienes por mês.

O período dos empréstimos é de três meses, em princípio.

Há um centro de atendimento por telefone disponível (apenas em japonês) diariamente das 9h00 às 21h00. O número do telefone é 0120-46-1999.

Esta informação foi fornecida no dia 22 de maio.

Para maiores informações entre nos seguinte sites:
*Você está saindo do site da NHK WORLD-JAPAN
Português: www.mhlw.go.jp/content/000621225.pdf
Espanhol: www.mhlw.go.jp/content/000621226.pdf 
Inglês: www.mhlw.go.jp/content/000621221.pdf
Coreano: www.mhlw.go.jp/content/000621222.pdf
Chinês: www.mhlw.go.jp/content/000621223.pdf 
Vietnamita: www.mhlw.go.jp/content/000621224.pdf
Japonês simplificado: www.mhlw.go.jp/content/000621849.pdf 

Os dados aqui apresentados são de 13 de maio.





34. O que fazer diante da dificuldade em pagar aluguel?

Especialistas da NHK respondem às perguntas de nossos ouvintes sobre o coronavírus. A questão de hoje é: o que fazer diante da dificuldade para pagar aluguel?

Pessoas que perderam seus empregos ou sofreram redução salarial devido à pandemia podem solicitar ajuda de custo para pagar aluguel. A eligibilidade é determinada com base na avaliação de renda domiciliar e poupança.

A ajuda de custo está disponível apenas para cobrir aluguéis. Empréstimos imobiliários não podem ser cobertos. Os fundos podem cobrir 3 meses de aluguel, até um limite máximo de 9 meses, caso as condições sejam mantidas.

A ajuda de custo para aluguel não terá que ser devolvida.

Antes de solicitar o montante, no entanto, é necessário realizar uma consulta telefônica com o centro de apoio municipal. As consultas são feitas somente no idioma japonês.
O call center está disponível todos os dias das 9h00 às 21h00. O número é 0120-23-5572.

Para maiores informações entre nos seguinte sites:
*Você está saindo do site da NHK WORLD-JAPAN
Português: www.mhlw.go.jp/content/000630862.pdf
Espanhol: www.mhlw.go.jp/content/000633665.pdf 
Inglês: www.mhlw.go.jp/content/000630855.pdf
Coreano: www.mhlw.go.jp/content/000630856.pdf
Chinês: www.mhlw.go.jp/content/000630857.pdf 
Vietnamita: www.mhlw.go.jp/content/000630861.pdf

As informações aqui disponíveis são do dia 25 de maio."





35. A que temperatura o novo coronavírus resiste e o cozimento de alimentos é capaz de eliminá-lo?

Especialistas da NHK respondem a perguntas de ouvintes sobre o novo coronavírus. Desta vez, a pergunta é “A que temperatura o novo coronavírus resiste e o cozimento de alimentos é capaz de eliminá-lo?”.

Cientistas afirmam que o novo coronavírus é capaz de sobreviver por um dia a até 37 graus, mas que o seu aquecimento a uma temperatura de 56 graus é suficiente para destruí-lo em 30 minutos. Descobriram que o vírus se torna indetectável dentro de cinco minutos quando submetido à temperatura de 70 graus.

Sugawara Erisa, da Sociedade Japonesa de Controle e Prevenção de Infecções, diz não haver casos confirmados de contaminação de alimentos, independentemente de terem ou não sido aquecidos. Esclarece que o cozimento sob calor suficiente destrói o vírus.

Dados de 1º junho





36. Perguntas sobre visto feitas por estrangeiros no Japão 

Especialistas da NHK respondem a perguntas de ouvintes sobre o novo coronavírus. Desta vez, duas perguntas, feitas por estrangeiros que moram no Japão. A primeira é “O que acontecerá se expirar o meu visto temporário, estando sem possibilidade de retorno ao meu país?”

Neste caso, o estrangeiro obterá uma prorrogação do visto pelo período de 90 dias. Ver detalhes em: www.moj.go.jp/content/001316293.pdf.

A segunda pergunta é “Em caso de expiração do visto entre março e julho, a autorização de permanência será automaticamente prolongada pelo período de três meses?”

A resposta é “Não”. Contudo, está sendo concedida a estrangeiros uma extensão do visto por três meses na ocasião de renová-lo tanto em caso de alteração da condição de residente como em caso de prolongamento do período de permanência. O objetivo da medida é ajudar a reduzir o congestionamento nos guichês da Imigração. Estando qualificados apenas estrangeiros com expiração de visto entre março e julho deste ano, é concedida uma prorrogação de três meses no período de permanência. Ou seja, se o seu visto expirou em 11 de maio, você terá até 11 de agosto para solicitar renovação.

Informações multilíngue estão disponíveis em: www.moj.go.jp/content/001316300.pdf.

Dados de 4 de junho

Os procedimentos de solicitação de visto estão sujeitos a alterações, principalmente nesta crise do coronavírus.

Como há situações específicas para cada caso, convém esclarecer dúvidas em contato direto com a Imigração.